Comissão de Prevenção e Tratamento de Feridas realiza evento pelo Dia Mundial de Prevenção de Lesão por Pressão

Anualmente, na terceira quinta-feira de novembro, comemora-se o Dia Mundial de Prevenção de Lesão por Pressão. A data foi instituída para sensibilizar pacientes, familiares, profissionais de saúde e gestores sobre a importância da prevenção desse evento adverso, também conhecido por úlceras por pressão ou escaras. O problema é um dano localizado na pele ou em tecidos mais profundos, podendo atingir músculos e ossos. Pessoas com limitação de movimento, restritas à cadeira ou à cama, por exemplo, podem ser acometidas por essas lesões.

O Complexo Estadual de Saúde da Penha, através da Comissão de Prevenção e Tratamento de Feridas do Hospital Estadual Getúlio Vargas, promoveu no dia 24, um encontro educativo denominado ”Otimização de recursos na prevenção de lesão: melhores práticas”, com o objetivo de potencializar os recursos institucionais, impedindo a ocorrência de Lesões por Pressão e tratando efetivamente as que ocorrerem. Palestraram para um auditório repleto de profissionais da saúde: enfermeira Laís Menezes, especialista em estomaterapia e em clínica médica e cirúrgica, mestranda em anatomia patológica (UFRJ) e participante ativa da Câmara Técnica de Lesões Cutâneas (SES/RJ); enfermeira Ana Lígia Souza, especialista em estomaterapia, com habilitação em podiatria clínica (UERJ) e assessora técnica e de treinamento profissional na CONVATEC regional.

As lesões por pressão podem ser evitadas com medidas simples, mas ainda são um problema de saúde pública. Segundo dados do Sistema de Notificações da Vigilância Sanitária (NOTIVISA), em 2104, das 8.435 notificações de evento adverso relacionado à assistência à saúde, 1.319 foram notificações de úlcera por pressão, equivalendo a 15% dos registros. Reduzir o risco de úlceras por pressão é uma das 6 Metas Internacionais de Segurança do Paciente e uma das prioridades do Ministério da Saúde (MS) para a segurança do paciente.

O diagnóstico da lesão por pressão é simples: basta inspecionar a pele diariamente observando presenças de áreas avermelhadas, geralmente em região de proeminências ósseas (quadril, calcanhares, região dorsal) e que não embranquece ao realizar pressão sobre a mancha.

Para prevenir a lesão por pressão, o HEGV adota uma série de protocolos, que envolvem avaliação de risco e inspeção da pele diariamente, utilização de colchões especiais para alívio de pressão, programação de cuidados específicos para o risco identificado e acompanhamento das equipes multidisciplinares.

O Instituto Positiva Social e a Direção do Complexo Estadual de Saúde da Penha buscam sempre qualificar sua equipe de colaboradores para melhor atender a todos que utilizam seus serviços, agregando mais humanização em todas as práticas existentes nas unidades.

 

Fontes: Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP), Associação Brasileira de Estomaterapia (SOBEST), Sistema de Notificações da Vigilância Sanitária (NOTIVISA), Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) e Comissão de Prevenção e Tratamento de Feridas do Hospital Estadual Getúlio Vargas. Fotos: Positiva.